Não há palavras, nunca,
Para desvendar o coração.
Nem na morte ou na luta
Nem na força bruta
Nem no amor ou na razão.
Nem todas as palavras
Dos poetas.
Nem o ontem
Nem o hoje
Nem o porvir.
Em todo existir
Não se achou maior segredo
Que as fontes de degredo
Que fazem prender um coração.
É mistério tão antigo
Quanto o mito do mistério.
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