terça-feira, 7 de junho de 2011

MEU CANTO


As mais remotas raízes de minh’alma
Quando não me condenam
Me acalmam, em busca de um novo momento.

Ò luzes do desvario louco,
Do inconsciente
Que domina minha escrita,

Recalcai o laborioso trabalho do esteticista,
Transformando
Em emoção, ação, concreto, velocidade, energia.
Força centrípeta
Das luzes fulgurantes
Que o meu consciente oculta.

Despertai, meu sonolento amistoso, que o mundo
Está aí, com suas armas injustas e suas injúrias
Pérfidas, assentadas no trono angelical da inocência.

Acordai, acordai meu sonolento conhecimento
Das estruturas cósmicas do homem!
Não buscai retratar o infinito
Como um simbolista anêmico,
Nem tão pouco isolar-vos – louco romântico.

A vossa força – amigo – eclode
Dando força a nova letra
Do mundo –
Para transformar.
A transformação é o vosso ideário.
A justiça, vosso alimento.

Essa força invisível, latente, inconformista,
Que jorra mostrando as injustiças,
Propondo uma nova escrita,
É o tom, a voz anímica
Que deixa a modernidade,
Em busca de uma nova musa.
Pra fazer do meu mundinho
O infinito extravasado.
Pra fazer de um pensamento um mundo.

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